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sábado, 31 de outubro de 2020

Diário de bordo de pesquisa

 Gente, estou pesquisadora desde agosto do ano passado. E uma pesquisadora um tanto desorganizada. Preciso fazer um diário de campo e não tenho disciplina para isso. Somente hoje, 31 de outubro, coloquei na minha agenda Google a necessidade de fazer isso diariamente incluindo uma tarefa com lembretes diários naquela.

Enfim, estou aqui para (re)começar. Digo isso porque houve três dias em agosto que escrevi. Abandonando por completo tal prática até hoje. Ontem em mais uma das reuniões do nosso abençoado grupo de Mestrandes Pretes da UFRGS, 



fazia tempo que não conseguíamos realizar com um número tão alto de pessoas, a colega Paulina falou de suas anotações no diário de pesquisa e pensei com meus botões, "bah, preciso voltar a fazer o meu". E então hoje ao escrever para ela sobre a necessidade que eu tenho de retomar já tive a ideia de por na agenda do Google (grande ideia né, já era para eu ter feito antes, mas precisou acontecer tudo isso para que eu tivesse a ideia, porque enfim, minha mente é a minha mente). Então eis-me aqui.


Eu estou nessa fase da pesquisa escrevendo o meu projeto, especificamente o capítulo 3 que tratará do Espaço Digital. Daí já escrevi uma parte falando do que são as redes digitais, início da internet, fases da web e tal, encontrei um livro muito bom de nome Teorias das Mídias Digitais, que li 75%, já estava me preparando para encarar outro sobre cibercultura (mas antes já tinha lido o das Redes Sociais da Raquel Recuero) e estava me incomodando o fato das referências serem todas brancas, mormente européias, norte-americanas e até canadenses. Então eu disse "cheeeeeeeeeeeeeeggga", preciso voltar para o meu prumo. Até hoje a única referência livro que eu tenho, até pela minha barreira de idioma, é o organizado pelo Tarcízio Silva, Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiaspóricos. Então dei a louca e fui para o Google Acadêmico procurar referências pretas na tecnologia de informação e comunicação.

Digo de antemão, não é fácil encontrar especificando totalmente o termo, o utilizando entre aspas. redes sociais negras, tecnologia digital negra:






Quando se faz a busca por qualquer um dos termos, não pela expressão (não utilizando as aspas para encontrar os termos juntos), daí se consegue resultados, e então se pinça alguns trabalhos sobre a temática que se quer. Eu selecionei primeiramente, doze escritos que envolvem temáticas de tecnologia e negritude (o que eu vou chamar na minha pesquisa de ciberquilombismo). Já li o resumo de todos e agora vou me dedicar à leitura deles na íntegra. O resultado disso estará lá no meu projeto. E essa postagem inaugura a minha nova fase de escrita do diário de bordo.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Obstáculos Epistemológicos segundo Bachelard

São entraves para a construção do conhecimento científico, obstáculos. Dentre os quais se destacam os seguintes segundo o filósofo:


  1. EXPERIÊNCIA PRIMEIRA - Dá-se preferência às imagens e não às ideias. Quando o professor busca fazer um experimento, ele deve tomar o cuidado para que este seja apenas uma ferramenta auxiliar ao conhecimento ensinado, e não deixar que esse experimentos seja só uma sucessão de resultados visualmente interessantes.
  2. CONHECIMENTOS GERAL - ausência da explicação. Generalizações pré-científicas, que podem tornar um conhecimento extremamente vago. Ocorre quando uma lei fica tão clara, completa e fechada, que dificulta o interesse pelo seu estudo mais aprofundado e questionamento.
  3. OBSTÁCULO VERBAL - mau uso de analogias, metáforas. Há uma tendência de associar uma palavra concreta a uma abstrata, Bachelard seria favorável ao uso das metáforas e analogias depois da apresentação da teoria e não antes, pois devem ser um auxílio e não o foco principal.
  4. CONHECIMENTO UNITÁRIO E PRAGMÁTICO - procura de um caráter utilitário para os fenômenos como princípio de explicação. Resultando que muitas generalizações exageradas provêm de indução pragmática ou utilitária.
  5. SUBSTANCIALISMO - em parte oriundo do materialismo promovido pelo uso de imagens ou da atribuição de qualidades. 
  6. REALISMO - a substância de um objeto é aceita como um bem pessoal.
  7. ANIMISMO - uso de atributos humanos no ensino de ciências. Significa animar, atribuir vida e características humanas às substâncias para explicar fenômenos.


Conteúdo extraído do site Brasil Escola (https://educador.brasilescola.uol.com.br/trabalho-docente/obstaculos-epistemologicos-segundo-bachelard.htm - acesso em 15/03/2019)